domingo, 3 de setembro de 2017

TRAIÇÃO DE PRESIDENTE É MARCA ATUAL EM UM PAÍS E EM ENTIDADE COM PROTAGONISMO NA HISTÓRIA BRASILEIRA

MÁRIO A. JAKOBSKIND E ANDRÉ MOREAU -


O presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Domingos Meirelles aprendeu bem as técnicas de dissimulação junto a "grande imprensa". Em declaração à colunista do jornal O Estado de S.Paulo, Andreza Matais, o goebbeliano Meirelles declarou que "a diretoria da entidade foi surpreendida ao saber que havia alugado auditório da sua sede para evento que teria como estrela a ex-presidente Dilma Rousseff e com o tema um ano do golpe". Ele chegou a dizer, para embasar a mentira, que se sentia "surpreso" e "perplexo" diante do que aconteceu no auditório da ABI. Ocorre que todo evento programado na ABI deve ser autorizado pelo presidente.

Na verdade, a ABI, através do seu site, reconheceu o impeachment, sem mérito, como legal e o Sr. Meirelles deve ter ficado constrangido pelo fato de o auditório Oscar Guanabarino, no 9º andar ter repetido eventos históricos dos tempos em que a entidade tinha grande protagonismo na história brasileira, ou seja, exatamente ao contrário dos dias de hoje na gestão da atual diretoria, que na prática fez a ABI andar para trás, repetindo os tempos que se seguiram ao golpe empresarial militar de 1964, quando na gestão do então presidente Celso Kelly, o presidente da ABI e a diretoria também apoiaram vergonhosamente a quebra da ordem constitucional. Mas, tempos depois, com outras diretorias passou a se opor ao arbítrio, tendo sido até vítima de uma ação extremista que resultou na explosão de uma bomba no sétimo andar da entidade, que provocou grandes prejuízos.

A dissimulada demonstração de "surpresa" e perplexidade do goebbeliano Meirelles foi uma forma de dar um recado de subserviência ao mais recente governo golpista, exatamente o de Michel Temer, que Meirelles apoia desde o início quando da confirmação da votação do Senado e até antes quando do posicionamento da Câmara dos Deputados no ano passado. Agora, afirmar sem nenhuma vergonha ou receio de ser questionado pelos seus associados é também um atentado à inteligência dos que tem conhecimento do que acontecendo no país e nos bastidores da ABI, é como tentar tapar o sol com uma peneira.

E é muito fácil desmontar a mentira desse que se considera o dono da ABI, figura subserviente ao regime ditatorial, que desonra os jornalistas, chamada Domingos Meireles, que, segundo denúncias, chega ao ponto de escrever cartas utilizando o chancela da ABI para o presidente usurpador Michel Temer fazendo pedidos para nomeações até de ministros. Mas para os leitores que porventura eventualmente acreditem que a declaração de Domingos Meireles em O Estado de S. Paulo foi verdadeira e não uma forma encontrada para evitar o desgaste junto ao governo golpista que ele apoia, lá vão outros fatos para comprovar que a diretoria sabia perfeitamente o motivo pelo qual a assessoria do Deputado Wadih Damous alugou o auditório.

Primeiro, o auditório é pago para a realização de eventos das mais diversas naturezas, desde acontecimentos políticos, sindicais dentre outros. Eis então outra evidência: os funcionários da ABI, que por sinal ainda não receberam a totalidade do décimo terceiro salário de 2016, foram dispensados do trabalho cerca de duas horas antes do início da atividade no auditório, exatamente sob a justificativa de que haveria uma grande movimentação com o evento exatamente em função da presença da Presidenta Constitucional Dilma Rousseff.

Se foram dispensados, então a diretoria sabia com antecedência que Dilma Rousseff estaria presente ao evento político e atrairia um grande número de pessoas. Não se deve deixar de mencionar também que a participação da Presidenta tinha sido anunciada com antecedência nas redes sociais e por isso dificilmente a diretoria da ABI e o presidente Domingos Meireles não saberiam.

O atual diretor cultural da ABI, Jesus Chediak nos informou pessoalmente que ele mesmo autorizara a cessão do auditório. A declaração foi feita por Chediak com o testemunho de Luis Carlos Souza Moreira, militar da Marinha cassado pela ditadura de 1964, que assistia ao meu lado* o evento no auditório Oscar Guanabarino com a presença da Presidenta Constitucional Dilma Rousseff. Sendo, como o próprio Chediak informou, o diretor que autorizou a realização do ato, tendo ele demonstrado até satisfação pelo auditório repleto, como a diretoria desconhecia o teor do evento de caráter político? A mentira repetida por Domingos Meirelles tem pernas muito curtas e só engana mesmo leitores incautos.

Mas quem acompanha os acontecimentos na ABI a partir da ascensão da atual diretoria presidida por Domingos Meirelles não chega a se surpreender com o procedimento que pode ser considerado também covarde. Na presidência de Maurício Azêdo, Meirelles despontou como um carreirista que tinha como objetivo presidir a entidade, custasse o que custasse, não para fortalecê-la, mas sim servir aos seus próprios interesses pessoais, como se revela nos dias atuais. Prova concreta disso é que já utilizou o site da ABI para pedir a sua recontratação na TV Record.

O procedimento de Meirelles na gestão de Azêdo ficou tão claro que levou o então presidente da ABI em várias ocasiões a criticar o procedimento de Meirelles, que na verdade deve muito do seu sucesso profissional ao próprio Azêdo. A traição de Domingos Meirelles provocou grande desgaste psicológico em Maurício Azêdo e isso pode ter contribuído para o agravamento da saúde do então presidente da ABI, o que resultou em sua morte. Há testemunhas entre os familiares, inclusive a viúva Marilka Azêdo que confirmam o que está sendo dito aqui e é do conhecimento dos que acompanharam até agressões verbais contra o então presidente em reuniões do Conselho Deliberativo da entidade.

E para confirmação do caráter de Domingos Meirelles, com suas jogadas programadas, na base de mentiras repetidas e meias verdades, seguindo o roteiro da mídia comercial conservadora e até bajulando integrantes das diretorias de entidades patronais como a ANJ (Associação Nacional de Jornais) e a ABERT (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) acabou iludindo alguns associados incautos e se elegeu presidente da ABI, impedindo, por exemplo, que outra chapa, a Villa-Lobos, encabeçada pelo consagrado jornalista José Louzeiro disputasse a eleição.

Podem alguns leitores achar que essas denúncias são questões internas da ABI, mas diante do panorama atual que tomou conta da entidade, que deixou de ter expressão nacional e está completamente apagada em um momento em que o país atravessa talvez a sua pior crise política, econômica e social, é importante tornar público tais acontecimentos.

No Brasil, por sinal, a traição tem sido uma marca na história, não só na ABI com o comportamento aético de Domingos Meirelles, como a nível do Executivo com o golpe parlamentar, midiático e judicial que levou Michel Temer a ocupar indevidamente o Palácio do Planalto. Ou alguém ainda tem dúvidas que Michel Temer é também um traidor? Escolhido como vice-presidente conspirou apresentando a sua "ponte para o futuro", que na verdade é uma ponte para o passado e ao se tornar presidente usurpador levou adiante um projeto absolutamente contrário ao escolhido por mais de 54 milhões de brasileiros que votaram em Dilma Rousseff. Sem falar da colaboração do meliante ex-deputado Eduardo Cunha, hoje preso em Curitiba condenado por corrupção a 14 anos e meio. E vale então uma pergunta que não quer calar: em que país do mundo um vice que assumiu em lugar do titular eleito levou adiante outro programa, no caso brasileiro um projeto repudiado pelo menos quatro vezes seguidas nas urnas?

Para muitos que conhecem as histórias de Michel Temer e a de Domingos Meirelles, as traições são marcas que não podem ser deixadas de ser mencionadas para que se compreenda melhor o atual momento brasileiro e de uma entidade secular que já teve grande protagonismo histórico com presidentes como Barbosa Lima Sobrinho e Maurício Azêdo, entre outros, e hoje está reduzida a quintal da SIP - Sociedade Interamericana de Imprensa, para privilegiar um cidadão que se adonou da Casa dos Jornalistas em detrimento da categoria.

* Via e-mail / Mário Augusto Jakobskind, é Professor, Jornalista, Escritor e Coordenador de História do IDEA, Programa de TV., transmitido pela Unitevê, Canal Universitário de Niterói, Universidade Federal Fluminense (UFF).** André Moreau, é Coordenador-Geral da Pastoral IDEA, Professor, Jornalista, Diretor do IDEA, Canal Universitário de Niterói, Unitevê, UFF.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

BARBOSA LIMA SOBRINHO MANDA RECADO PARA TEMER: “O PATRIMÔNIO PÚBLICO É SAGRADO”



Barbosa Lima Sobrinho (1897-2000), à frente de uma das gestões mais combativas da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), acusou FHC de se pretender “dono” do país e não seu servidor, ao decidir vender as operadoras de telecomunicações, na transação depois conhecida como “privataria tucana”. Em artigo escrito em 1998 para o Jornal do Brasil, o jornalista, ensaísta, imortal da ABL, defendeu a soberania popular sobre o patrimônio público e, nos casos de interesse em aliená-lo, a realização de consulta pública por meio de referendo, como prevê a Constituição, em seu artigo 14.

“O presidente, por mais que fosse a sua empáfia, não passa de um administrador temporário de bens cuja propriedade era exclusivamente do povo brasileiro. Por que, pois, não ouvir o dono no processo de alienação?”.

Na ocasião, Barbosa Lima Sobrinho, então com 101 anos, lamentava que a idade não o permitisse mais ir às ruas enfrentar a polícia nos protestos contra a privatização da Telebrás. É possível imaginar o que sentiria ao ver o governo Temer, alçado ao poder por um golpe jurídico-parlamentar, lançar um programa alinhado à chapa derrotada nas eleições de 2014, e que prevê a venda de 57 empresas – entre elas a Eletrobrás e a Casa da Moeda -, no maior pacote de privatização em 20 anos. Para o jornalista, que entrou para história como referência de integridade e coragem, o patrimônio público era nada menos do que “sagrado”.

Clique na imagem e confira o artigo na íntegra.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O RIDÍCULO DOMINGOS MEIRELLES

MIRSON MURAD -

Hoje, 18 de agosto, recebo e-mail da Associação Brasileira de Imprensa - ABI, enviada pelo seu atual (des)presidente Domingos Meirelles.

Por esse meio de comunicação Meirelles faz-me chegar uma cópia da carta que ele enviou para si mesmo dando e recebendo congratulações por seu aniversário.

Mais ridículo que isso é impossível...

Fotomontagem.
Saiba mais sobre a dramática realidade da centenária ABI nos blogs:

*Mirson Murad, colaborador da TRIBUNA DA IMPRENSA Sindical, escreve seus artigos e análises no blog NOTÍCIAS EM ANÁLISE

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

LUTAR SEM PERDER A TERNURA. POR UMA IMPRENSA FORA DA ROTA DO NORTE

ANDRÉ MOREAU e MÁRIO A. JAKOBSKIND -


Além de apoiar o golpe de 2016, como fez Celso Kelly, em 64, ao assinar contrato de exclusividade com a Rede Record de Televisão, o Sr. Domingos Meirelles, resolveu impor a mordaça na ABI, sobre um grave tema, tratado no filme intitulado "A Décima Terceira Emenda", dirigido por Ava DuVernay e roteirizado por DuVernay e Spencer Averick.

Em tempos de golpe, no Brasil a trama corre pelo submundo, empurrando mais para baixo pessoas pobres, atingidas pela fome extrema, que por isso mesmo, acabam se tornando "soldados" do tráfico de drogas. Quando presas, conforme pôde ser constatado nas guerras ocorridas em Presídios Públicos Privados (PPPs), das regiões norte e nordeste do País, administrados pela empresa Umanizzare, são obrigadas a participar de seitas ligadas a empresas, se quiserem fazer parte dos programas de "ressocialização" do respectivo sistema prisional, tendo que ler obrigatoriamente a versão da bíblia, da Universal do Reino de Deus, se quiserem abater suas respectivas penas, ao contrário dos métodos de educação, de trabalho, pensados pelo Juiz de Direito, Professor e Escritor, João Luiz Duboc Pinaud, idealizador do programa de ressocialização colocado em prática pelo então Secretário de Segurança, Nilo Batista, do governo Brizola.

O maremoto golpista que atinge o Brasil desde julho de 2013, favorece a rota de drogas do norte com baixas significativas, para o futuro da população, além dos brutais assassinatos decorrentes de guerras pelo controle da distribuição das drogas, sob o manto de constantes ameaças, inicialmente denominado entre os golpistas dos três poderes, como "pedaladas fiscais" e depois do golpe de 2016, como o aposentado do Banco de Boston, Henrique Meirelles, repetindo a cantilena da "política de austeridade", além é claro, das manobras de terror, essas denominadas, "antiterrorismo", por juízes e promotores que dão sustentação ao ingresso de mercenários no território novamente transformado em Vera Cruz, principalmente dos EUA.

Trinta e sete deputados do PMDB–MG abandonaram o barco (24), em meio as pilhagens, denominadas pelo Professor e Escritor, Jesse Souza, no livro "Radiografia do Golpe", como de divisão do botin.

A Petrobrás que outrora havia assegurado o futuro da educação, vem sendo devorada por ávidos especuladores estrangeiros, com "ativos" entregue aos oligarcas estadunidenses, em nome do justiçamento, das ações anticorrupção dos rapazes do Ministério Público, ligados ao juiz Sérgio Moro, da república de Curitiba.

Foi o pré-sal, foi a Base de Alcântara, e agora Michel Temer poderá publicar a medida provisória sugerida por Eliseu Padilha, para "(...) tratorar (...)" terras brasileiras para estrangeiros, com "limites quantitativos globais" das propriedades a serem adquiridas que poderão ter "(...) A aquisição de direito real e o arrendamento de imóvel para pessoa natural ou jurídica estrangeira, autorizada a funcionar no País, não poderá exceder os limites quantitativos globais e por operação dispostos em regulamento (...)", fato que não permitirá o contraditório no Congresso.

A colocação: "(...) disposto em regulamento (...)", abre a porteira do País, para Michel Temer definir a extensão das terras brasileiras que poderão ser "trotadas", para os estrangeiros, boa parte, "in locum", aguardando a publicação da MP, para ocupar de forma explícita terras já utilizada por estrangeiros, o que poderá ocorrer a qualquer momento, já que a data pensada inicialmente, era 14/2, o que deve ter sido retardado em função das recentes prisões de Jorge e Bruno Luz, em Miami, fato que deve ter estimulado Eliseu Padilha, a se ausentar provisoriamente do Planalto.

Quando os ratos abandonam o barco próximo de afundar. É realmente patética a briga nas hostes da direita entre Reinaldo Azevedo e uma tal de Joyce, parceiros nas investidas extremistas contra a então Presidenta Dilma Rousseff. A briga que aparece na Internet demonstra acentuada divisão da direita, do tipo em que ratos fogem de um navio afundando.

Essa é realmente a imagem que remete a necessidade dos apoiadores do golpe abandonarem o barco do atual governo que ajudaram a instalar. Em outras palavras: é visível a deterioração diária do governo golpista de Michel Temer. E agora, tanto Reinaldo como Joyce querem de qualquer forma abandonar o barco que está visivelmente à deriva.

Nos próximos dias, novos fatos possivelmente se tornarão públicos demonstrando que o atual governo golpista não tem condições de se sustentar. Temer e os seus a cada dia que passa mais se enredam nas jogadas da corrupção, segundo um punhado de acusadores. São fatos que surgem e que de alguma forma a mídia comercial tentou o quanto pôde evitar a divulgação.

A recente prisão em Miami onde se encontravam na moita de Jorge e Bruno Luz, apontados pelas investigações da Lava Jato como operadores de propinas para o PMDB na Petrobrás, poderá enredar ainda mais Temer e a sua patota correligionária.

Em âmbito governamental, outros ratos, ou melhor, ministros de Temer começam a debandar oficialmente por motivos de saúde, como José Serra e logo em seguida Eliseu Padilha, que foi denunciado por José Yunes, amigão de Temer, como sendo "mula" ao receber um "pacote" entregue para ser destinado a forrar a campanha eleitoral do PMDB.

Yunes alega que não sabia do conteúdo do pacote entregue (recheado de reais) por um tal de Lúcio Funaro, que envolve também o ex-deputado Eduardo Cunha. O ex-parlamentar preso em Curitiba deve ter se sentido estimulado com a nomeação de Oscar Serraglio para ocupar o Ministério da Justiça. Como é público e notório, o deputado Serraglio, quando presidia a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara fez o possível e o impossível para anistiar o seu parceiro Cunha. Resta agora aguardar o que poderá vir por aí em matéria de Cunha, o político que deve saber muita coisa sobre Temer e sua gente.

É nesse contexto de fim de linha do governo golpista que se pode entender a briga Joyce Reinaldo, apoiadores irrestritos do golpe parlamentar, midiático e judicial, agora tentando abandonar o barco ao constatarem que o mesmo está visivelmente afundando. Querem tentar evitar serem apontados como responsáveis pela ascensão de Temer e demais golpistas.

No caso do afundamento não quer dizer necessariamente que o governo vai cair. Para evitar a queda, Temer é capaz de ceder mais ainda em matéria de concessões ao capital financeiro que o colocou no governo. É dessa forma que a patota poderá se manter, embora fatos comprometedores surjam a cada dia com mais força.

Também nesse mesmo contexto pode ser mencionada a diretoria da ABI, capitaneada por Domingos Meirelles, que conseguiu ser recontratado pela TV Record, inclusive depois de sugerir no site da entidade que isso acontecesse. Quer dizer, não será nenhuma surpresa se este Meirelles decidir também abandonar o navio de apoio aos golpistas instalados no Palácio do Planalto. É o que acontece com os ratos ao sentirem que o barco está a afundar.

Vale então acompanhar o desenrolar dos acontecimentos no país e especialmente na ABI dirigida pelo recontratado pela Record de nome Domingos Meirelles. (com informações da Revista Carta Capital)

*Mário Augusto Jakobskind, Jornalista e Escritor, Coordenador de História do IDEA, Universidade Federal Fluminense. **André Moreau, Jornalista e Diretor do IDEA, Canal Universitário de Niterói, Unitevê, UFF/Fonte:  blog Jornal da ABI.

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Leia também:

- GOLPISTAS PREOCUPADOS COM A CIRCULAÇÃO DE JORNALISTAS CREDENCIADOS NO PALÁCIO DO PLANALTO E COM AS ATAS DA ABI 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DA ABI AGE SEM TRANSPARÊNCIA

Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), é questionado por não fornecer as Atas das Assembleias do Conselho Deliberativo.

O editor do site Tribuna da Imprensa Sindical, associado da ABI e membro efetivo do Conselho Deliberativo, Daniel Mazola Fróes de Castro, levou um chá de cadeira, juntamente com o Confrade e Advogado André de Paula, da parte do Presidente do Conselho Deliberativo da ABI, Ivan Cavalcanti Proença. Depois de aguardarem cerca de uma hora, para conseguirem respostas sobre a exibição das Atas das Assembleias que teriam aprovado o uso do voto eletrônico e pela internet, e da que deveria transcrever fatos ocorridos junto a Comissão Eleitoral de 2016-2019 em que foi vetada a chapa Villa-Lobos, encabeçada pelo Jornalista e Escritor José Louzeiro, a resposta, revela Daniel Mazola, se resumiu a textos sem assinaturas do Proença e ou, dos Conselheiros que teriam participado das Assembleias em questão. Isto é, segundo os associados Daniel Mazola e André de Paula, foram apresentados textos sem validade, já que só continham as assinaturas de dois funcionários que preferimos não nominar, visando preservá-los, diante das arbitrariedades em curso na entidade.

Proença/Reprodução arquivo Google.
No entender de Daniel Mazola, ficou demonstrada na prática que Proença está fazendo o jogo do presidente da entidade, Domingos Meireles. "Proença, que uma hora diz que a ABI está no campo ideológico de direita, e até afirma que representa um contraponto à diretoria, na hora de definições se alinha na prática com essa direita encabeçada por Meirelles".

Ex-aluno do professor Ivan Cavalcanti Proença em 1992 na FACHA, Daniel Mazola entende também que o presidente do Conselho Deliberativo da ABI sepulta tudo que ensinou a seus alunos de jornalismo na faculdade, quanto a ter ética no exercício da profissão. "Acho lamentável esse procedimento de quem em abril de 1964 demonstrou coragem ao enfrentar, na prática, os golpistas daquele tempo e agora se alinhando com Domingo Meireles, ou seja, com a direita, por sinal com alguém responsável pelo site da ABI, que nas entrelinhas reconhece como legítimo o presidente golpista Michel Temer".

Ainda segundo Daniel Mazola, no "texto-resposta" não assinado, Proença agiu com ele de forma arrogante e como se fosse o dono de uma verdade incontestável, que na prática defende Domingos Meirelles, o que depõe contra a própria imagem do presidente do Conselho Deliberativo.

Na verdade, a Ata que poderia oficializar os fatos relacionados com a eleição 2016-2019, com transcrições de documentos manuscritos pelo então presidente da comissão eleitoral Carlos Newton, demonstrando que as três chapas que concorriam estavam regulares, acabou não sendo entregue.

O que ocorreu hoje (25) na ABI, segundo o Advogado e Jornalista, André de Paula, foi uma tentativa de entregar papéis sem as assinaturas do Presidente Ivan Cavalcanti Proença e dos conselheiros presentes as respectivas Assembleias. Significa que a atual diretoria da ABI, não age com transparência. Eles não querem apresentar a Ata redigida por Carlos Newton, na eleição de 2016/2019, para tentar impedir, novamente, de forma arbitrária, que a Chapa Villa-Lobos, concorra a um terço do Conselho em abril de 2017.

Se mais não fosse, caberia perguntar: por que uma entidade de jornalistas como a ABI, oculta as suas Atas de Assembleias que deveriam ser públicas?

*Mário Augusto Jakobskind, Professor, Jornalista e Escritor. Coordenador de História do IDEA, Unitevê - Canal Universitário, de Niterói - UFF – Universidade Federal Fluminense.
*André Moreau, Professor e Jornalista. Diretor do IDEA. Unitevê. Canal Universitário de Niterói/Fonte:  blog Jornal da ABI.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A HISTÓRIA DA ABI MANCHADA POR QUEM APLAUDIU O DONO DA CORDA COM MEDO DA FORCA

Por ANDRÉ MOREAU -

Atentos ao retrocesso que vem atingindo a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), desde outubro de 2013, os membros da Chapa Villa-Lobos, o Conselheiro Deliberativo Efetivo da ABI, Daniel Mazola, juntamente com o advogado e confrade André de Paula, entregaram (19) solicitação de apresentação dos seguintes documentos, para o Presidente do Conselho Deliberativo da ABI, Ivan Cavalcanti Proença:

1. Ata da Assembléia que autorizou a utilização do voto eletrônico através de máquinas de primeira geração e pela Internet.

2. Assembléia que trata dos fatos ocorridos antes da eleição 2016/2019, que reelegeu o Sr. Domingos Meirelles com pouco mais de cinqüenta e dois votos.

Cumpre ressaltar que chapas de diretoria são compostas por cinqüenta e dois membros associados.

A ABI, criada em 7 de abril de 1908, é uma entidade marcada por posições nacionalistas, visando assegurar à classe jornalística os direitos assistenciais e tornar-se um centro poderoso de ação.

Hoje em tempos de exceção como em 64, de duros embates sobre diferentes opiniões, a Casa dos Jornalistas, apóia o "impeachment," sem mérito, mesmo que a contra gosto de inúmeros associados.

História

O Presidente Barbosa Lima Sobrinho, foi incansável defensor da soberania nacional. Dentre outras bandeiras, defendeu a criação da Petrobrás e as "Diretas Já". Barbosa é autor da celebre frase que sintetiza as diferenças sociais do Brasil só havia dois partidos: o de Tiradentes e o de Silvério dos Reis.

Com a morte de Barbosa, Fernando Segismundo, foi eleito Presidente da ABI. A Casa dos Jornalistas se manteve com retidão e ética, seguindo a concepção do seu fundador, o jornalista, Gustavo de Lacerda que teve como principal objetivo assegurar à classe jornalística os direitos assistenciais, tornando a ABI num centro poderoso de ação. Segundo o próprio Lacerda, a Associação deveria ser um campo neutro em que se pudessem abrigar todos os trabalhadores da imprensa.

Segismundo, ressaltou que "além das finalidades fundamentais, a associação deve interpretar o pensamento, as aspirações, os reclamos, a expressão cultural e cívica de nossa imprensa; preservar a dignidade profissional dos jornalistas - e não apenas a de seus sócios; acautelar os interesses da classe; estimular entre os jornalistas o sentimento de defesa do patrimônio cultural e material da Pátria; realçar a atuação da imprensa nos fatos da nossa história; e colaborar em tudo que diga respeito ao desenvolvimento intelectual do País".

Em sintonia com os acelerados tempos de tecnologia informática, durante a administração de Fernando Segismundo, o confrade Osvaldo Maneschy, foi responsável pela criação do site da ABI.

Posteriormente, cumpre ressaltar, Fernando Segismundo autorizou por escrito o funcionamento do movimento teatral junto a ABI, proposto pelo autor deste artigo, em parceria com criadores da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), movimento integrado a "A ABI que nós queremos," campanha de membros da Casa dos Jornalistas, mais adiante denominada Chapa Prudente de Moraes, neto (2002 – 2004), que indicou e elegeu o jornalista Maurício Azêdo, Presidente da ABI.

Destacado profissional do jornalismo, enquanto Presidente da ABI, Maurício Azêdo foi responsável pela elaboração do Jornal da ABI, veículo com requintadas feições gráficas que circulou mensalmente, até a sua morte. As edições eram enviadas regularmente por mala direta aos associados, brasileiros e estrangeiras. O Jornal da ABI, deu maior visibilidade às lutas por liberdade de expressão e Direitos Humanos.

As reuniões do Conselho da ABI que antecederam a morte do jornalista Maurício Azêdo (11/2013), foram marcadas por duros embates

Até essa quadra da História da ABI, o conselheiro Domingos Meirelles, foi considerado amigo de Azêdo e leal membro da Chapa Prudente de Moraes, neto.

A descoberta de que Meirelles resolveu trabalhar na divisão da Chapa Prudente de Moraes, neto, objetivando promover a Chapa Wladimir Herzog, encabeçada por ele mesmo, surpreendeu seus pares, mas o pior ainda estava por vir.

O clima de embates se intensificou até a última reeleição da Prudente de Moraes, neto, encabeçada por Maurício Azêdo.

Insatisfeitos com o resultado das urnas, membros da Chapa Wladimir Herzog, resolveram ingressar na justiça propondo cancelar a vitória da Prudente de Morais, neto.

A decisão jurídica em primeira instância favoreceu Domingos Meirelles. Considerada desproporcional, a decisão foi questionada na justiça e após meses de mobilizações, Maurício foi reconduzindo à presidência da Casa dos Jornalistas, no entanto, sua saúde havia sido abalada pelo golpe vindo de um velho amigo.

A última edição do Jornal da ABI contendo a carta chamamento de Azêdo, elaborada no seu leito de morte, ficaria fora de circulação, se não fossem os protestos de Marilca, a viúva. No texto Maurício denuncia a narrativa golpista em curso na América Latina.

Com base na previsão estatutária de vacância, em casos de morte, David Fichel, questiona a possibilidade do vice-Presidente Tarcisio Holanda, assumir a presidência. Em uma Assembléia histórica, David Fichel acaba sendo escolhido para assumir a presidência interina da ABI.

Dos embates saudáveis entre conselheiros, a ABI foi mergulhada num retrocesso de grande escala, como órgão auxiliar das ações de obscurantismo promovidas pelas organizações Globo. Com a fragmentação da Chapa Prudente de Moraes, neto, Domingos Meirelles, acaba reassumindo a direção da ABI.

Domingos Meirelles, transformou o site da ABI, numa espécie de órgão de circulação interna dos defensores do impeachment, sem mérito. O Jornal da ABI, saiu de circulação. Pouco a pouco aquela ABI de lutas, foi saindo de sintonia, em apoio a entidades e empresas patronais como as organizações Globo. A ABI foi perdendo visibilidade, até ser transformada numa espécie de agência de poucos candidatos, para menos empregos, ainda.

Apática, a diretoria da ABI passou a aceitar os caprichos do Presidente, ausente

Esse Modus Operandis perpassou a primeira gestão de Meirelles, até abril de 2016, quando pode se verificar através da denúncia do conselheiro, então Presidente da Comissão Eleitoral (2016/2019), Carlos Newton, que cansado com as arbitrariedades do que denominou ser semelhante ao reinado da rainha da Inglaterra que tem trono, mas não governa. Newton questionou publicamente as conspirações de Meirelles, para impedir a Chapa Villa-Lobos, encabeçada pelo Jornalista e escritor José Louzeiro, de concorrer (2016/2019), visando se perpetuar na presidência da ABI, mesmo que com poucos mais do que cinqüenta e dois votos.

*André Moreau, Professor e Jornalista, Diretor do IDEA – Unitevê (Canal Universitário de Niterói) e Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes Nas Artes/Fonte: blog Jornal da ABI.

sábado, 7 de janeiro de 2017

FUNCIONÁRIOS DA ABI PEDEM SOCORRO

DANIEL MAZOLA - Via Tribuna da Imprensa Sindical -


Recebemos quarta-feira (4), e-mail com graves denúncias sobre a atual diretoria da histórica Associação Brasileira de imprensa (ABI), da qual sou conselheiro efetivo (2014/17) e ex-presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos. Para não cometer injustiças checamos e cruzamos informações, garantindo a veracidade dos fatos. Funcionários estão à míngua, passando necessidade de todo tipo.

Nos parece que a atual diretoria desconhece o significado da palavra humanismo. Não sabem, ou ignoram, que pessoas devem sobreviver com decência, suprindo minimamente as suas necessidades fisiológicas e mentais, basicamente com acesso a comida, roupa, saúde, casa e segurança. Aliás, nossa centenária e gloriosa entidade tem compromissos estatutários que vão muito além da categoria, a ABI tem responsabilidade com os Direitos Humanos, o Estado Democrático de Direito, o Patrimônio Nacional e a defesa incondicional do Povo brasileiro.

Manteremos as fontes incógnitas para que não sofram represálias. Segue o e-mail na íntegra:

OS FUNCIONÁRIOS DA ABI PEDEM SOCORRO

Venho por meio deste e-mail solicitar a ajuda de vocês para tornar pública tamanha crueldade e falta de respeito que os funcionários da ABI estão vivendo.

Dezembro 2016, mês que todo mundo esperar receber o seu 13º salário, cadê os dos funcionários da ABI? Não receberão. A ABI não pagou o 13º dos seus funcionários. Além do não pagamento não deram nenhuma previsão de pagamento e nenhuma justificativa para o não cumprimento da Lei.

A Diretora Financeira calou-se, o Presidente, calou-se e assim permanecem até a data de hoje.

Em ato de protesto os funcionários no dia 21/12 por indignação de não ter recebido o 13º salário e por terem e estarem sendo ignorados pela diretoria atual, vestiram-se de PRETO.

No final do dia 21/12 para mascararem a falta de cumprimento do DEVER de pagar o valor integral do décimo terceiro salário no dia 20/12 prazo limite por Lei, fizeram um depósito na conta de cada funcionário no valor de R$ 400,00. Totalmente irregular!

O que acabou caracterizando o famoso “cala boca”, “panos quentes”. Valor esse que também não foi informado para nenhum funcionário do que se tratava, nem porque o fizeram. Valor que não corresponde nem a metade do 13º salário. Atitude sórdida.Covarde!

No dia 22/12 fazem a “maravilhosa” festa de encerramento e confraternização, com entregas de cestas de natal doadas pela LBV. Mais uma atitude absurda. Dinheiro para festa tem, para pagar o 13º salário não tem. E para ficar melhor ainda, o Presidente faz um discurso. Discursar o que? Pura vaidade! Porque mais uma vez não foi capaz de dar uma justificativa para os funcionários naquele momento porque a ABI não efetuou o pagamento do 13º salário.

A ABI não efetuou o pagamento do 13º salário dos seus funcionários porque não quis. Por má administração. Porque dinheiro tem, pois está dando férias todo mês para 04,05 funcionários de uma só vez. Coisa que poderia deixar para outro momento, já que não tem nenhum funcionário com férias vencidas.

Uma instituição centenária que está à beira da falência, por conta de uma péssima administração.

Os funcionários não tem apoio de nenhum Diretor, pois estão ausentes. E os presentes não se manifestam. As reuniões de Conselho que aconteciam regularmente, já não ocorrem mais. A quem vão recorrer? Aonde podem buscar apoio? São muitas irregularidades, prestações de contas, relatórios anuais não são mais apresentados.

Funcionários que tem décadas de ABI, mais de 40 anos, nunca passaram por isso. Ouve-se dizer pelos corredores, que saudade da “Era” Mauricio Azedo. Maurício Azêdo regularizou o pagamento do FGTS que estava sendo depositado com atraso, pagamento saia todo mês dia 30, vale transporte pagos em dia, 13º salário pago integral no mês de novembro.

Hoje, a realidade é outra. Um verdadeiro desgosto.

Para onde foi o Prestígio da ABI? Não sabemos! Ninguém mais fala na ABI. Culpa de uma Vaidade pessoal.

Andares do prédio vazios. Culpa de quem? Da atual diretoria. Não consegue alugar os andares vazios porque estão pedindo valores surreais.

Ou seja, a cada dia que se passa a ABI está indo embora e levando todo um legado e prestígio criado e deixado pelos antigos presidentes.

Hoje, 04/01/17 os funcionários continuam sem o seu 13º salário. É Lei, é obrigatório. Não é nenhum favor. E a Diretoria permanece em silêncio.

A instituição que luta pela liberdade de expressão, se cala diante dos seus funcionários!

Esperamos poder contar com a ajuda de todos vocês para tentar RESGATAR A ABI E PRINCIPALMENTE A DIGNIDADE E ALTO ESTIMA DOS FUNCIONÁRIOS que estão a cada dia se sentindo um LIXO. Esse é o momento real da instituição que é Centenária, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA, A ABI.

Desde já agradeço a atenção de todos.
Atenciosamente


***
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DIRETORIA DA ABI NÃO PAGA 13º SALÁRIO

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -


É lamentável a situação atual da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), conforme relato de funcionários da entidade secular que deixaram de receber o 13º salário, sem que a diretoria, capitaneada por Domingos Meireles, desse qualquer satisfação pelo que aconteceu, até o fechamento desta edição.

Não se pode admitir que uma entidade como a ABI chegue a essa situação degradante, por sinal, como lembram os funcionários em nota divulgada no último dia 4 de janeiro, pela primeira vez na sua história. Um tempo oposto ao da gestão do saudoso Maurício Azêdo que logo ao assumir a presidência regularizou as dívidas trabalhistas que a entidade tinha com seus funcionários. Mas agora, na gestão de Domingos Meirelles, a ABI caminha para o fundo do poço. Para evitar esse triste fim é necessário urgentemente que seja convocada uma assembléia extraordinária para que o presidente Meireles explique aos associados os últimos lamentáveis acontecimentos e que se faça uma auditoria nas contas, como propõem os integrantes da chapa Villa Lobos.

É preciso que sejam adotadas providências urgentes, inclusive o afastamento imediato da atual diretoria, porque a persistir o imobilismo atual da gestão capitaneada por Domingos Meireles, em breve todo o patrimônio da ABI pode ir por água abaixo.

*Mário Augusto Jakobskind, Professor, Jornalista e Escritor, Coordenador de História do IDEA, Unitevê - Canal Universitário, de Niterói - UFF – Universidade Federal Fluminense/Fonte:  blog Jornal da ABI.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

MODESTO DA SILVEIRA, PRESENTE ! O ARDOROSO HUMANISTA MORREU NO RIO DE JANEIRO AOS 89 ANOS [VÍDEO]

REDAÇÃO - 

Aos 89 anos morreu no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (22), o advogado e ex-deputado federal, Antonio Modesto da Silveira.

Nota do Editor: Estive ao lado do incansável ativista em algumas batalhas, em janeiro de 2013 como secretário da Comissão de Direitos Humanos da ABI foi uma delas. Fui com Modesto por duas vezes a Secretaria de Assistência Social e DH do Estado do RJ acompanhar comitiva com quatro indígenas para negociar uma alternativa em relação à demolição do antigo prédio do Museu do Índio no Complexo do Maracanã e a realocação dos habitantes, que flutuavam entre 50 e 100 indígenas de 17 etnias. Infelizmente não houve acordo. Na foto, Modesto da Silveira e eu estamos entre os índios na coletiva de imprensa. Sou o segundo da esquerda, Modesto está de óculos no centro / Arquivo Google. (Daniel Mazola)
Sempre defendendo os oprimidos e perseguidos / Arquivo Google.
Nascido  em Minas Gerais, Modesto era filho de lavradores sem terra, e  teve de ganhar a vida como lavrador e ajudante de carro de bois. Aos nove anos, era operário de pedreira, voltando, por vezes, à lavoura. Foi engraxate, lenhador e guia do cego Benedito Fonseca, que o ajudou a entrar na escola. Tornou-se advogado e para tocar a vida no começo da carreira, foi também da Marinha Mercante, professor, tradutor e jornalista. Ao se formar em Direito, quase à época do golpe de 64, dedicou-se à defesa dos presos e perseguidos políticos.

Modesto da Silveira foi um ardoroso militante na luta pelos Direitos Humanos no Brasil. Foi perseguido por sua atuação corajosa e sequestrado por agentes do DOI-CODI.

Nos tribunais, foi precursor da pregação da anistia ampla, geral e irrestrita aos perseguidos políticos. Já no declínio da ditadura, foi o candidato da esquerda mais votado para Deputado Federal do Rio de Janeiro. Em seu mandato, encaminhou o projeto que deu origem à Lei da Anistia.

O velório do histórico advogado será realizado nesta quarta-feira (23), a partir das oito horas da manhã na sede da OAB/RJ. O sepultamento será realizado também nesta quarta no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, às 16 horas.


*Fonte: Grupo Tortura Nunca Mais e Agência Petroleira de Notícias (APN)

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Modesto da Silveira (1927-2016). Um delicado sem-medo. Por Fernando Brito