sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

LUTAR SEM PERDER A TERNURA. POR UMA IMPRENSA FORA DA ROTA DO NORTE

ANDRÉ MOREAU e MÁRIO A. JAKOBSKIND -


Além de apoiar o golpe de 2016, como fez Celso Kelly, em 64, ao assinar contrato de exclusividade com a Rede Record de Televisão, o Sr. Domingos Meirelles, resolveu impor a mordaça na ABI, sobre um grave tema, tratado no filme intitulado "A Décima Terceira Emenda", dirigido por Ava DuVernay e roteirizado por DuVernay e Spencer Averick.

Em tempos de golpe, no Brasil a trama corre pelo submundo, empurrando mais para baixo pessoas pobres, atingidas pela fome extrema, que por isso mesmo, acabam se tornando "soldados" do tráfico de drogas. Quando presas, conforme pôde ser constatado nas guerras ocorridas em Presídios Públicos Privados (PPPs), das regiões norte e nordeste do País, administrados pela empresa Umanizzare, são obrigadas a participar de seitas ligadas a empresas, se quiserem fazer parte dos programas de "ressocialização" do respectivo sistema prisional, tendo que ler obrigatoriamente a versão da bíblia, da Universal do Reino de Deus, se quiserem abater suas respectivas penas, ao contrário dos métodos de educação, de trabalho, pensados pelo Juiz de Direito, Professor e Escritor, João Luiz Duboc Pinaud, idealizador do programa de ressocialização colocado em prática pelo então Secretário de Segurança, Nilo Batista, do governo Brizola.

O maremoto golpista que atinge o Brasil desde julho de 2013, favorece a rota de drogas do norte com baixas significativas, para o futuro da população, além dos brutais assassinatos decorrentes de guerras pelo controle da distribuição das drogas, sob o manto de constantes ameaças, inicialmente denominado entre os golpistas dos três poderes, como "pedaladas fiscais" e depois do golpe de 2016, como o aposentado do Banco de Boston, Henrique Meirelles, repetindo a cantilena da "política de austeridade", além é claro, das manobras de terror, essas denominadas, "antiterrorismo", por juízes e promotores que dão sustentação ao ingresso de mercenários no território novamente transformado em Vera Cruz, principalmente dos EUA.

Trinta e sete deputados do PMDB–MG abandonaram o barco (24), em meio as pilhagens, denominadas pelo Professor e Escritor, Jesse Souza, no livro "Radiografia do Golpe", como de divisão do botin.

A Petrobrás que outrora havia assegurado o futuro da educação, vem sendo devorada por ávidos especuladores estrangeiros, com "ativos" entregue aos oligarcas estadunidenses, em nome do justiçamento, das ações anticorrupção dos rapazes do Ministério Público, ligados ao juiz Sérgio Moro, da república de Curitiba.

Foi o pré-sal, foi a Base de Alcântara, e agora Michel Temer poderá publicar a medida provisória sugerida por Eliseu Padilha, para "(...) tratorar (...)" terras brasileiras para estrangeiros, com "limites quantitativos globais" das propriedades a serem adquiridas que poderão ter "(...) A aquisição de direito real e o arrendamento de imóvel para pessoa natural ou jurídica estrangeira, autorizada a funcionar no País, não poderá exceder os limites quantitativos globais e por operação dispostos em regulamento (...)", fato que não permitirá o contraditório no Congresso.

A colocação: "(...) disposto em regulamento (...)", abre a porteira do País, para Michel Temer definir a extensão das terras brasileiras que poderão ser "trotadas", para os estrangeiros, boa parte, "in locum", aguardando a publicação da MP, para ocupar de forma explícita terras já utilizada por estrangeiros, o que poderá ocorrer a qualquer momento, já que a data pensada inicialmente, era 14/2, o que deve ter sido retardado em função das recentes prisões de Jorge e Bruno Luz, em Miami, fato que deve ter estimulado Eliseu Padilha, a se ausentar provisoriamente do Planalto.

Quando os ratos abandonam o barco próximo de afundar. É realmente patética a briga nas hostes da direita entre Reinaldo Azevedo e uma tal de Joyce, parceiros nas investidas extremistas contra a então Presidenta Dilma Rousseff. A briga que aparece na Internet demonstra acentuada divisão da direita, do tipo em que ratos fogem de um navio afundando.

Essa é realmente a imagem que remete a necessidade dos apoiadores do golpe abandonarem o barco do atual governo que ajudaram a instalar. Em outras palavras: é visível a deterioração diária do governo golpista de Michel Temer. E agora, tanto Reinaldo como Joyce querem de qualquer forma abandonar o barco que está visivelmente à deriva.

Nos próximos dias, novos fatos possivelmente se tornarão públicos demonstrando que o atual governo golpista não tem condições de se sustentar. Temer e os seus a cada dia que passa mais se enredam nas jogadas da corrupção, segundo um punhado de acusadores. São fatos que surgem e que de alguma forma a mídia comercial tentou o quanto pôde evitar a divulgação.

A recente prisão em Miami onde se encontravam na moita de Jorge e Bruno Luz, apontados pelas investigações da Lava Jato como operadores de propinas para o PMDB na Petrobrás, poderá enredar ainda mais Temer e a sua patota correligionária.

Em âmbito governamental, outros ratos, ou melhor, ministros de Temer começam a debandar oficialmente por motivos de saúde, como José Serra e logo em seguida Eliseu Padilha, que foi denunciado por José Yunes, amigão de Temer, como sendo "mula" ao receber um "pacote" entregue para ser destinado a forrar a campanha eleitoral do PMDB.

Yunes alega que não sabia do conteúdo do pacote entregue (recheado de reais) por um tal de Lúcio Funaro, que envolve também o ex-deputado Eduardo Cunha. O ex-parlamentar preso em Curitiba deve ter se sentido estimulado com a nomeação de Oscar Serraglio para ocupar o Ministério da Justiça. Como é público e notório, o deputado Serraglio, quando presidia a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara fez o possível e o impossível para anistiar o seu parceiro Cunha. Resta agora aguardar o que poderá vir por aí em matéria de Cunha, o político que deve saber muita coisa sobre Temer e sua gente.

É nesse contexto de fim de linha do governo golpista que se pode entender a briga Joyce Reinaldo, apoiadores irrestritos do golpe parlamentar, midiático e judicial, agora tentando abandonar o barco ao constatarem que o mesmo está visivelmente afundando. Querem tentar evitar serem apontados como responsáveis pela ascensão de Temer e demais golpistas.

No caso do afundamento não quer dizer necessariamente que o governo vai cair. Para evitar a queda, Temer é capaz de ceder mais ainda em matéria de concessões ao capital financeiro que o colocou no governo. É dessa forma que a patota poderá se manter, embora fatos comprometedores surjam a cada dia com mais força.

Também nesse mesmo contexto pode ser mencionada a diretoria da ABI, capitaneada por Domingos Meirelles, que conseguiu ser recontratado pela TV Record, inclusive depois de sugerir no site da entidade que isso acontecesse. Quer dizer, não será nenhuma surpresa se este Meirelles decidir também abandonar o navio de apoio aos golpistas instalados no Palácio do Planalto. É o que acontece com os ratos ao sentirem que o barco está a afundar.

Vale então acompanhar o desenrolar dos acontecimentos no país e especialmente na ABI dirigida pelo recontratado pela Record de nome Domingos Meirelles. (com informações da Revista Carta Capital)

*Mário Augusto Jakobskind, Jornalista e Escritor, Coordenador de História do IDEA, Universidade Federal Fluminense. **André Moreau, Jornalista e Diretor do IDEA, Canal Universitário de Niterói, Unitevê, UFF/Fonte:  blog Jornal da ABI.

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Leia também:

- GOLPISTAS PREOCUPADOS COM A CIRCULAÇÃO DE JORNALISTAS CREDENCIADOS NO PALÁCIO DO PLANALTO E COM AS ATAS DA ABI 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO DA ABI AGE SEM TRANSPARÊNCIA

Presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), é questionado por não fornecer as Atas das Assembleias do Conselho Deliberativo.

O editor do site Tribuna da Imprensa Sindical, associado da ABI e membro efetivo do Conselho Deliberativo, Daniel Mazola Fróes de Castro, levou um chá de cadeira, juntamente com o Confrade e Advogado André de Paula, da parte do Presidente do Conselho Deliberativo da ABI, Ivan Cavalcanti Proença. Depois de aguardarem cerca de uma hora, para conseguirem respostas sobre a exibição das Atas das Assembleias que teriam aprovado o uso do voto eletrônico e pela internet, e da que deveria transcrever fatos ocorridos junto a Comissão Eleitoral de 2016-2019 em que foi vetada a chapa Villa-Lobos, encabeçada pelo Jornalista e Escritor José Louzeiro, a resposta, revela Daniel Mazola, se resumiu a textos sem assinaturas do Proença e ou, dos Conselheiros que teriam participado das Assembleias em questão. Isto é, segundo os associados Daniel Mazola e André de Paula, foram apresentados textos sem validade, já que só continham as assinaturas de dois funcionários que preferimos não nominar, visando preservá-los, diante das arbitrariedades em curso na entidade.

Proença/Reprodução arquivo Google.
No entender de Daniel Mazola, ficou demonstrada na prática que Proença está fazendo o jogo do presidente da entidade, Domingos Meireles. "Proença, que uma hora diz que a ABI está no campo ideológico de direita, e até afirma que representa um contraponto à diretoria, na hora de definições se alinha na prática com essa direita encabeçada por Meirelles".

Ex-aluno do professor Ivan Cavalcanti Proença em 1992 na FACHA, Daniel Mazola entende também que o presidente do Conselho Deliberativo da ABI sepulta tudo que ensinou a seus alunos de jornalismo na faculdade, quanto a ter ética no exercício da profissão. "Acho lamentável esse procedimento de quem em abril de 1964 demonstrou coragem ao enfrentar, na prática, os golpistas daquele tempo e agora se alinhando com Domingo Meireles, ou seja, com a direita, por sinal com alguém responsável pelo site da ABI, que nas entrelinhas reconhece como legítimo o presidente golpista Michel Temer".

Ainda segundo Daniel Mazola, no "texto-resposta" não assinado, Proença agiu com ele de forma arrogante e como se fosse o dono de uma verdade incontestável, que na prática defende Domingos Meirelles, o que depõe contra a própria imagem do presidente do Conselho Deliberativo.

Na verdade, a Ata que poderia oficializar os fatos relacionados com a eleição 2016-2019, com transcrições de documentos manuscritos pelo então presidente da comissão eleitoral Carlos Newton, demonstrando que as três chapas que concorriam estavam regulares, acabou não sendo entregue.

O que ocorreu hoje (25) na ABI, segundo o Advogado e Jornalista, André de Paula, foi uma tentativa de entregar papéis sem as assinaturas do Presidente Ivan Cavalcanti Proença e dos conselheiros presentes as respectivas Assembleias. Significa que a atual diretoria da ABI, não age com transparência. Eles não querem apresentar a Ata redigida por Carlos Newton, na eleição de 2016/2019, para tentar impedir, novamente, de forma arbitrária, que a Chapa Villa-Lobos, concorra a um terço do Conselho em abril de 2017.

Se mais não fosse, caberia perguntar: por que uma entidade de jornalistas como a ABI, oculta as suas Atas de Assembleias que deveriam ser públicas?

*Mário Augusto Jakobskind, Professor, Jornalista e Escritor. Coordenador de História do IDEA, Unitevê - Canal Universitário, de Niterói - UFF – Universidade Federal Fluminense.
*André Moreau, Professor e Jornalista. Diretor do IDEA. Unitevê. Canal Universitário de Niterói/Fonte:  blog Jornal da ABI.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

A HISTÓRIA DA ABI MANCHADA POR QUEM APLAUDIU O DONO DA CORDA COM MEDO DA FORCA

Por ANDRÉ MOREAU -

Atentos ao retrocesso que vem atingindo a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), desde outubro de 2013, os membros da Chapa Villa-Lobos, o Conselheiro Deliberativo Efetivo da ABI, Daniel Mazola, juntamente com o advogado e confrade André de Paula, entregaram (19) solicitação de apresentação dos seguintes documentos, para o Presidente do Conselho Deliberativo da ABI, Ivan Cavalcanti Proença:

1. Ata da Assembléia que autorizou a utilização do voto eletrônico através de máquinas de primeira geração e pela Internet.

2. Assembléia que trata dos fatos ocorridos antes da eleição 2016/2019, que reelegeu o Sr. Domingos Meirelles com pouco mais de cinqüenta e dois votos.

Cumpre ressaltar que chapas de diretoria são compostas por cinqüenta e dois membros associados.

A ABI, criada em 7 de abril de 1908, é uma entidade marcada por posições nacionalistas, visando assegurar à classe jornalística os direitos assistenciais e tornar-se um centro poderoso de ação.

Hoje em tempos de exceção como em 64, de duros embates sobre diferentes opiniões, a Casa dos Jornalistas, apóia o "impeachment," sem mérito, mesmo que a contra gosto de inúmeros associados.

História

O Presidente Barbosa Lima Sobrinho, foi incansável defensor da soberania nacional. Dentre outras bandeiras, defendeu a criação da Petrobrás e as "Diretas Já". Barbosa é autor da celebre frase que sintetiza as diferenças sociais do Brasil só havia dois partidos: o de Tiradentes e o de Silvério dos Reis.

Com a morte de Barbosa, Fernando Segismundo, foi eleito Presidente da ABI. A Casa dos Jornalistas se manteve com retidão e ética, seguindo a concepção do seu fundador, o jornalista, Gustavo de Lacerda que teve como principal objetivo assegurar à classe jornalística os direitos assistenciais, tornando a ABI num centro poderoso de ação. Segundo o próprio Lacerda, a Associação deveria ser um campo neutro em que se pudessem abrigar todos os trabalhadores da imprensa.

Segismundo, ressaltou que "além das finalidades fundamentais, a associação deve interpretar o pensamento, as aspirações, os reclamos, a expressão cultural e cívica de nossa imprensa; preservar a dignidade profissional dos jornalistas - e não apenas a de seus sócios; acautelar os interesses da classe; estimular entre os jornalistas o sentimento de defesa do patrimônio cultural e material da Pátria; realçar a atuação da imprensa nos fatos da nossa história; e colaborar em tudo que diga respeito ao desenvolvimento intelectual do País".

Em sintonia com os acelerados tempos de tecnologia informática, durante a administração de Fernando Segismundo, o confrade Osvaldo Maneschy, foi responsável pela criação do site da ABI.

Posteriormente, cumpre ressaltar, Fernando Segismundo autorizou por escrito o funcionamento do movimento teatral junto a ABI, proposto pelo autor deste artigo, em parceria com criadores da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), movimento integrado a "A ABI que nós queremos," campanha de membros da Casa dos Jornalistas, mais adiante denominada Chapa Prudente de Moraes, neto (2002 – 2004), que indicou e elegeu o jornalista Maurício Azêdo, Presidente da ABI.

Destacado profissional do jornalismo, enquanto Presidente da ABI, Maurício Azêdo foi responsável pela elaboração do Jornal da ABI, veículo com requintadas feições gráficas que circulou mensalmente, até a sua morte. As edições eram enviadas regularmente por mala direta aos associados, brasileiros e estrangeiras. O Jornal da ABI, deu maior visibilidade às lutas por liberdade de expressão e Direitos Humanos.

As reuniões do Conselho da ABI que antecederam a morte do jornalista Maurício Azêdo (11/2013), foram marcadas por duros embates

Até essa quadra da História da ABI, o conselheiro Domingos Meirelles, foi considerado amigo de Azêdo e leal membro da Chapa Prudente de Moraes, neto.

A descoberta de que Meirelles resolveu trabalhar na divisão da Chapa Prudente de Moraes, neto, objetivando promover a Chapa Wladimir Herzog, encabeçada por ele mesmo, surpreendeu seus pares, mas o pior ainda estava por vir.

O clima de embates se intensificou até a última reeleição da Prudente de Moraes, neto, encabeçada por Maurício Azêdo.

Insatisfeitos com o resultado das urnas, membros da Chapa Wladimir Herzog, resolveram ingressar na justiça propondo cancelar a vitória da Prudente de Morais, neto.

A decisão jurídica em primeira instância favoreceu Domingos Meirelles. Considerada desproporcional, a decisão foi questionada na justiça e após meses de mobilizações, Maurício foi reconduzindo à presidência da Casa dos Jornalistas, no entanto, sua saúde havia sido abalada pelo golpe vindo de um velho amigo.

A última edição do Jornal da ABI contendo a carta chamamento de Azêdo, elaborada no seu leito de morte, ficaria fora de circulação, se não fossem os protestos de Marilca, a viúva. No texto Maurício denuncia a narrativa golpista em curso na América Latina.

Com base na previsão estatutária de vacância, em casos de morte, David Fichel, questiona a possibilidade do vice-Presidente Tarcisio Holanda, assumir a presidência. Em uma Assembléia histórica, David Fichel acaba sendo escolhido para assumir a presidência interina da ABI.

Dos embates saudáveis entre conselheiros, a ABI foi mergulhada num retrocesso de grande escala, como órgão auxiliar das ações de obscurantismo promovidas pelas organizações Globo. Com a fragmentação da Chapa Prudente de Moraes, neto, Domingos Meirelles, acaba reassumindo a direção da ABI.

Domingos Meirelles, transformou o site da ABI, numa espécie de órgão de circulação interna dos defensores do impeachment, sem mérito. O Jornal da ABI, saiu de circulação. Pouco a pouco aquela ABI de lutas, foi saindo de sintonia, em apoio a entidades e empresas patronais como as organizações Globo. A ABI foi perdendo visibilidade, até ser transformada numa espécie de agência de poucos candidatos, para menos empregos, ainda.

Apática, a diretoria da ABI passou a aceitar os caprichos do Presidente, ausente

Esse Modus Operandis perpassou a primeira gestão de Meirelles, até abril de 2016, quando pode se verificar através da denúncia do conselheiro, então Presidente da Comissão Eleitoral (2016/2019), Carlos Newton, que cansado com as arbitrariedades do que denominou ser semelhante ao reinado da rainha da Inglaterra que tem trono, mas não governa. Newton questionou publicamente as conspirações de Meirelles, para impedir a Chapa Villa-Lobos, encabeçada pelo Jornalista e escritor José Louzeiro, de concorrer (2016/2019), visando se perpetuar na presidência da ABI, mesmo que com poucos mais do que cinqüenta e dois votos.

*André Moreau, Professor e Jornalista, Diretor do IDEA – Unitevê (Canal Universitário de Niterói) e Coordenador-Geral da Pastoral de Inclusão dos "D" Eficientes Nas Artes/Fonte: blog Jornal da ABI.

sábado, 7 de janeiro de 2017

FUNCIONÁRIOS DA ABI PEDEM SOCORRO

DANIEL MAZOLA - Via Tribuna da Imprensa Sindical -


Recebemos quarta-feira (4), e-mail com graves denúncias sobre a atual diretoria da histórica Associação Brasileira de imprensa (ABI), da qual sou conselheiro efetivo (2014/17) e ex-presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos. Para não cometer injustiças checamos e cruzamos informações, garantindo a veracidade dos fatos. Funcionários estão à míngua, passando necessidade de todo tipo.

Nos parece que a atual diretoria desconhece o significado da palavra humanismo. Não sabem, ou ignoram, que pessoas devem sobreviver com decência, suprindo minimamente as suas necessidades fisiológicas e mentais, basicamente com acesso a comida, roupa, saúde, casa e segurança. Aliás, nossa centenária e gloriosa entidade tem compromissos estatutários que vão muito além da categoria, a ABI tem responsabilidade com os Direitos Humanos, o Estado Democrático de Direito, o Patrimônio Nacional e a defesa incondicional do Povo brasileiro.

Manteremos as fontes incógnitas para que não sofram represálias. Segue o e-mail na íntegra:

OS FUNCIONÁRIOS DA ABI PEDEM SOCORRO

Venho por meio deste e-mail solicitar a ajuda de vocês para tornar pública tamanha crueldade e falta de respeito que os funcionários da ABI estão vivendo.

Dezembro 2016, mês que todo mundo esperar receber o seu 13º salário, cadê os dos funcionários da ABI? Não receberão. A ABI não pagou o 13º dos seus funcionários. Além do não pagamento não deram nenhuma previsão de pagamento e nenhuma justificativa para o não cumprimento da Lei.

A Diretora Financeira calou-se, o Presidente, calou-se e assim permanecem até a data de hoje.

Em ato de protesto os funcionários no dia 21/12 por indignação de não ter recebido o 13º salário e por terem e estarem sendo ignorados pela diretoria atual, vestiram-se de PRETO.

No final do dia 21/12 para mascararem a falta de cumprimento do DEVER de pagar o valor integral do décimo terceiro salário no dia 20/12 prazo limite por Lei, fizeram um depósito na conta de cada funcionário no valor de R$ 400,00. Totalmente irregular!

O que acabou caracterizando o famoso “cala boca”, “panos quentes”. Valor esse que também não foi informado para nenhum funcionário do que se tratava, nem porque o fizeram. Valor que não corresponde nem a metade do 13º salário. Atitude sórdida.Covarde!

No dia 22/12 fazem a “maravilhosa” festa de encerramento e confraternização, com entregas de cestas de natal doadas pela LBV. Mais uma atitude absurda. Dinheiro para festa tem, para pagar o 13º salário não tem. E para ficar melhor ainda, o Presidente faz um discurso. Discursar o que? Pura vaidade! Porque mais uma vez não foi capaz de dar uma justificativa para os funcionários naquele momento porque a ABI não efetuou o pagamento do 13º salário.

A ABI não efetuou o pagamento do 13º salário dos seus funcionários porque não quis. Por má administração. Porque dinheiro tem, pois está dando férias todo mês para 04,05 funcionários de uma só vez. Coisa que poderia deixar para outro momento, já que não tem nenhum funcionário com férias vencidas.

Uma instituição centenária que está à beira da falência, por conta de uma péssima administração.

Os funcionários não tem apoio de nenhum Diretor, pois estão ausentes. E os presentes não se manifestam. As reuniões de Conselho que aconteciam regularmente, já não ocorrem mais. A quem vão recorrer? Aonde podem buscar apoio? São muitas irregularidades, prestações de contas, relatórios anuais não são mais apresentados.

Funcionários que tem décadas de ABI, mais de 40 anos, nunca passaram por isso. Ouve-se dizer pelos corredores, que saudade da “Era” Mauricio Azedo. Maurício Azêdo regularizou o pagamento do FGTS que estava sendo depositado com atraso, pagamento saia todo mês dia 30, vale transporte pagos em dia, 13º salário pago integral no mês de novembro.

Hoje, a realidade é outra. Um verdadeiro desgosto.

Para onde foi o Prestígio da ABI? Não sabemos! Ninguém mais fala na ABI. Culpa de uma Vaidade pessoal.

Andares do prédio vazios. Culpa de quem? Da atual diretoria. Não consegue alugar os andares vazios porque estão pedindo valores surreais.

Ou seja, a cada dia que se passa a ABI está indo embora e levando todo um legado e prestígio criado e deixado pelos antigos presidentes.

Hoje, 04/01/17 os funcionários continuam sem o seu 13º salário. É Lei, é obrigatório. Não é nenhum favor. E a Diretoria permanece em silêncio.

A instituição que luta pela liberdade de expressão, se cala diante dos seus funcionários!

Esperamos poder contar com a ajuda de todos vocês para tentar RESGATAR A ABI E PRINCIPALMENTE A DIGNIDADE E ALTO ESTIMA DOS FUNCIONÁRIOS que estão a cada dia se sentindo um LIXO. Esse é o momento real da instituição que é Centenária, a ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPRENSA, A ABI.

Desde já agradeço a atenção de todos.
Atenciosamente


***
Leia também:





DIRETORIA DA ABI NÃO PAGA 13º SALÁRIO

MÁRIO AUGUSTO JAKOBSKIND -


É lamentável a situação atual da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), conforme relato de funcionários da entidade secular que deixaram de receber o 13º salário, sem que a diretoria, capitaneada por Domingos Meireles, desse qualquer satisfação pelo que aconteceu, até o fechamento desta edição.

Não se pode admitir que uma entidade como a ABI chegue a essa situação degradante, por sinal, como lembram os funcionários em nota divulgada no último dia 4 de janeiro, pela primeira vez na sua história. Um tempo oposto ao da gestão do saudoso Maurício Azêdo que logo ao assumir a presidência regularizou as dívidas trabalhistas que a entidade tinha com seus funcionários. Mas agora, na gestão de Domingos Meirelles, a ABI caminha para o fundo do poço. Para evitar esse triste fim é necessário urgentemente que seja convocada uma assembléia extraordinária para que o presidente Meireles explique aos associados os últimos lamentáveis acontecimentos e que se faça uma auditoria nas contas, como propõem os integrantes da chapa Villa Lobos.

É preciso que sejam adotadas providências urgentes, inclusive o afastamento imediato da atual diretoria, porque a persistir o imobilismo atual da gestão capitaneada por Domingos Meireles, em breve todo o patrimônio da ABI pode ir por água abaixo.

*Mário Augusto Jakobskind, Professor, Jornalista e Escritor, Coordenador de História do IDEA, Unitevê - Canal Universitário, de Niterói - UFF – Universidade Federal Fluminense/Fonte:  blog Jornal da ABI.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

MODESTO DA SILVEIRA, PRESENTE ! O ARDOROSO HUMANISTA MORREU NO RIO DE JANEIRO AOS 89 ANOS [VÍDEO]

REDAÇÃO - 

Aos 89 anos morreu no Rio de Janeiro, nesta terça-feira (22), o advogado e ex-deputado federal, Antonio Modesto da Silveira.

Nota do Editor: Estive ao lado do incansável ativista em algumas batalhas, em janeiro de 2013 como secretário da Comissão de Direitos Humanos da ABI foi uma delas. Fui com Modesto por duas vezes a Secretaria de Assistência Social e DH do Estado do RJ acompanhar comitiva com quatro indígenas para negociar uma alternativa em relação à demolição do antigo prédio do Museu do Índio no Complexo do Maracanã e a realocação dos habitantes, que flutuavam entre 50 e 100 indígenas de 17 etnias. Infelizmente não houve acordo. Na foto, Modesto da Silveira e eu estamos entre os índios na coletiva de imprensa. Sou o segundo da esquerda, Modesto está de óculos no centro / Arquivo Google. (Daniel Mazola)
Sempre defendendo os oprimidos e perseguidos / Arquivo Google.
Nascido  em Minas Gerais, Modesto era filho de lavradores sem terra, e  teve de ganhar a vida como lavrador e ajudante de carro de bois. Aos nove anos, era operário de pedreira, voltando, por vezes, à lavoura. Foi engraxate, lenhador e guia do cego Benedito Fonseca, que o ajudou a entrar na escola. Tornou-se advogado e para tocar a vida no começo da carreira, foi também da Marinha Mercante, professor, tradutor e jornalista. Ao se formar em Direito, quase à época do golpe de 64, dedicou-se à defesa dos presos e perseguidos políticos.

Modesto da Silveira foi um ardoroso militante na luta pelos Direitos Humanos no Brasil. Foi perseguido por sua atuação corajosa e sequestrado por agentes do DOI-CODI.

Nos tribunais, foi precursor da pregação da anistia ampla, geral e irrestrita aos perseguidos políticos. Já no declínio da ditadura, foi o candidato da esquerda mais votado para Deputado Federal do Rio de Janeiro. Em seu mandato, encaminhou o projeto que deu origem à Lei da Anistia.

O velório do histórico advogado será realizado nesta quarta-feira (23), a partir das oito horas da manhã na sede da OAB/RJ. O sepultamento será realizado também nesta quarta no cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, às 16 horas.


*Fonte: Grupo Tortura Nunca Mais e Agência Petroleira de Notícias (APN)

Leia também:
Modesto da Silveira (1927-2016). Um delicado sem-medo. Por Fernando Brito

domingo, 10 de julho de 2016

IMPRENSA SOB ATAQUE! CENSURA E VIOLÊNCIA POR PARTE DO METRÔ RIO [VÍDEO]; ENTIDADE SE MANIFESTA EM DEFESA DOS JORNALISTAS



Quando a imprensa é atacada e silenciada, isso quase sempre é sinal de que algo não anda bem na sociedade.

Enquanto jornalistas são atacados, nosso país caminha a passos largos para um regime fascista com perdas substanciais de direitos para todos os que não pertencem à seleta casta política de direita e de empresários financiadores da repressão.

Nesta terça-feira, dia 5 de julho, mais um triste episódio de agressões à imprensa por parte de seguranças particulares ocorreu na estação Uruguaiana do metrô Rio.

Após um dia de trabalho, jornalistas ao final de sua cobertura se dirigiam ao metrô para retornarem a seus lares quando foram surpreendidos por uma confusão dentro da estação. Imediatamente prepararam seus equipamentos para registrar a ocorrência, atitude padrão na profissão.

O que ninguém esperava seria que em dado momento, os seguranças mudaram seus alvos – originalmente jovens que estavam na estação sendo brutalmente espancados de forma covarde – e iniciariam um ataque massivo contra a imprensa presente no local, aplicando golpes afim de nocautear quem estivesse capturando imagens.  Este que vos escreve foi um dos agredidos.  Juntamente comigo, mais dois colegas foram barbaramente agredidos, um inclusive ficando com sérios ferimentos no pescoço após sermos atacados com golpes pelas costas na tentativa de nos desacordar.  Após isso, fomos mantidos detidos para prevenir mais filmagens enquanto o caos imperava na estação e gritos eram ouvidos, sinal de mais e mais agressões.  Com a chegada da viatura de polícia militar, a situação parecia sob controle quando agentes do metrô rio iriam nos conduzir à delegacia – algo que obviamente rejeitei, pois não permitiria a eles acesso a meu equipamento com as imagens mostradas nesta matéria.

Na delegacia, o cenário era de horror.  Adolescentes feridos, jornalistas feridos e uma senhora – visivelmente com problemas mentais – que também fora agredida e detida ilegalmente por agentes do metrô rio.

Infelizmente, estas cenas dificilmente serão as últimas, pois a democracia está morrendo e a barbárie fascista está tomando seu lugar.

E ainda há quem deseje votar em fascistas para cargos públicos...  Pobre Brasil...



Leia também:

ENTIDADE SE MANIFESTA EM DEFESA DOS JORNALISTAS E CIDADÃOS AGREDIDOS POR SEGURANÇAS DO METRÔ RIO

domingo, 3 de julho de 2016

TSUNAMI DE DEMISSÕES SEGUE VARRENDO PROFISSIONAIS DE IMPRENSA


Record decidiu acabar com o jornalístico "Repórter Record Investigação".


Continuamos a ver os chamados "grandes jornais" alardearem manchetes prevendo uma crise de desemprego ainda mais profunda nos próximos meses, mas perceba que foram eles próprios que deram início ao processo no ano passado. Segundo dados oficiais, mais de 1.400 jornalistas foram para a rua em 2015, o que acarretou também no fechamento de vários meios de comunicação no país. As empresas alegaram, naturalmente, cortes orçamentários e reformulações, com maior destaque para a Infoglobo, responsável pelos impressos do famigerado grupo Roberto Marinho.

O primeiro semestre de 2016 seguiu o padrão 2015 de demissões nos jornalões e afins. A ultima leva de "pés na bunda" nessa lógica perversa onde Deus é o dinheiro, foi desferida em profissionais da Rede Record do bispo, precisamente no jornalístico Repórter Record Investigação, apresentado por Domingos Meirelles (também inoperante-farsante "presidente" da gloriosa e centenária ABI).

Segundo foi divulgado pelo colunista do UOL, Flávio Ricco, os profissionais da emissora foram comunicados na tarde dessa sexta-feira (01/07) sobre o fim do programa. A notícia sobre o encerramento dos trabalhos veio acompanhada de uma série de novas demissões na Record em São Paulo, ainda não se sabe como ficará a situação de Meirelles na casa. No corte também deixam a empresa os jornalistas Ogg Ibrahim e Josmar Jozino.

Textual do colunista Flávio Ricco: "se por um lado não haverá mais edições do "Repórter Record Investigação" este ano, por outro, o "Câmera Record", de Marcos Hummel, segue normalmente na grade". A multiplicidade de conteúdos da internet vai progressivamente engolindo os tradicionais e desacreditados meios de comunicação, principalmente as velhas emissoras de televisão.

MORO ATENDE AOS INTERESSES DOS EUA

O teólogo e escritor Leonardo Boff disse neste sábado, no seu perfil do Twitter, que o juiz federal de Curitiba Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, serve aos interesses dos Estados Unidos da América do Norte sobre o Brasil.

"O juiz Moro não está apenas a serviço do combate à corrupção. Também de algo maior: o alinhamento do Brasil à geopolítica dos USA", escreveu o teólogo. Leonardo Boff ainda recomendou leitura de "textos do analista de politica internacional Moniz Sodré para entender a ligação de Moro com a política do império".

O barba branca falou e disse...